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Teste de impairment (CPC 01): o que é, quando fazer e como calcular

O que a norma pede, quais sinais indicam perda de valor e como funciona o cálculo do valor recuperável.

Por Global Consult · Atualizado em 26/10/2026

O teste de impairment, ou teste de recuperabilidade, verifica se o valor contábil de um ativo é maior do que o valor que a empresa consegue recuperar com ele, por uso ou por venda. Quando é maior, a diferença precisa ser reconhecida como perda. A regra está no CPC 01 (R1), equivalente à NBC TG 01.

Quando o teste é necessário

O CPC 01 pede que a entidade avalie, ao fim de cada período de reporte, se há indícios de que algum ativo perdeu valor. Se houver, o teste é obrigatório. Alguns sinais comuns:

  • Queda relevante do valor de mercado do ativo.
  • Mudanças adversas de tecnologia, mercado, economia ou regulação.
  • Evidência de obsolescência ou dano físico.
  • Ativos ociosos, com operação descontinuada ou em reestruturação.
  • Desempenho econômico do ativo pior do que o esperado.

Alguns ativos, como o ágio por expectativa de rentabilidade futura e intangíveis com vida útil indefinida, têm exigência de teste anual independentemente de indícios. A necessidade de cada caso deve ser confirmada com o contador e o auditor.

Como funciona o cálculo

O valor recuperável é o maior entre dois valores:

Valor justo líquido de despesas de vendaValor em uso
Quanto o ativo poderia ser vendido no mercado, menos as despesas de venda. Segue o conceito de valor justo do CPC 46.Valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados do uso contínuo do ativo e de sua baixa ao final.

Se o valor contábil superar o valor recuperável, reconhece-se a perda no resultado. Em geral, a análise é feita por unidade geradora de caixa quando o ativo não gera fluxos independentes dos demais.

Etapas do trabalho

  1. Identificar indícios internos e externos.
  2. Definir os ativos ou unidades geradoras de caixa a testar.
  3. Calcular o valor recuperável, com premissas documentadas (fluxos, taxa de desconto, valor de mercado).
  4. Comparar com o valor contábil e registrar a perda, se houver.
  5. Revisar a depreciação futura com base no novo valor contábil.
  6. Documentar premissas e conclusões para a auditoria.

Dica prática: um teste só é tão bom quanto o cadastro que o sustenta. Bens inexistentes, duplicados ou sem localização distorcem o resultado. Por isso o impairment costuma vir depois de um inventário e de uma conciliação físico-contábil.

Impairment, depreciação e vida útil

A depreciação distribui o custo do bem ao longo da vida útil. O impairment reconhece uma perda quando o bem vale menos do que está registrado. Os dois se conectam: após uma perda, a depreciação futura é recalculada. Veja também vida útil e depreciação conforme o CPC 27.

Conheça o serviço de teste de impairment da Global Consult.

Perguntas frequentes

Toda empresa precisa fazer teste de impairment?

Depende do regime contábil e da existência de indícios de perda. Empresas que seguem os CPCs devem avaliar indícios a cada período de reporte. Confirme a obrigatoriedade com seu contador.

Qual a diferença entre impairment e depreciação?

A depreciação distribui o custo do bem ao longo da vida útil. O impairment reconhece perda quando o valor contábil excede o valor recuperável.

Quem pode assinar o laudo de impairment?

Depende da natureza do trabalho e das exigências da auditoria e dos órgãos reguladores. Confirme os requisitos com seu contador e auditor.

Quer apoio técnico no seu caso?

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